Vontade a minha de beijar o teu pescoço daquela forma feliz e sorrateira que tu gosta.

Ou de te ver sorrir toda vez que um pássaro pousa na casinha que você fez naquela madrugada chuvosa em que estávamos entediadas.

Vontade de mergulhar na tua existência de infinito como quem procura sempre conhecer, reconhecer e desconhecer, afinal nunca somos os mesmos de 1 segundo atrás.

E eu sempre gostei das suas nuances, da sua composição inteira, das suas mudanças e andanças em torno do universo desconhecido que é a vida.

Não sei se desejo dias de solstícios de verão pra o Sol passar mais tempo iluminando nossos corpos em sintonia ou solstícios de inverno em que as noites duram o tempo do calor do teu abraço enquanto a gente dorme.

Vontade de te ter aqui, agora e pra sempre.

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em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

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