Uma vez eu ouvi que não é silenciando a angústia que daremos o tratamento a ela. E angústia basicamente é vazio. Vazio que grita, que chora, que não sabe pra onde ir, nem o que fazer. E acaba que por não saber, invade todos os espaços possíveis. Acho que é assim que me sinto. O vazio me engole até as palavras.

Me sinto tão vulnerável às questões da vida que é como se eu coubesse dentro das minhas próprias lágrimas.

Penso no coração. Um órgão tão pequeno e tão estilhaçado. Nem sei mais ao certo se ele está funcionando bem. Volta e meia sinto um aperto. Sinto o vento desbravando as rachaduras que nele fazem morada. Sinto dor.

E se a dor que preenche parte do meu vazio fosse materializada seria como bater o pé na quina da mesa 100 vezes sem poder gritar.

Meses atrás meu psicólogo me disse “queremos nos manter preso ao abraço fora do corpo" e eu queria conseguir me abraçar.

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em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

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Ana Graziely

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em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

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