Quando os sentimentos se tornam confusos demais até pra mim que os detenho, fico estagnada.
Um nó aperta minha garganta de um jeito que dói chorar. O piscar dos olhos traz lembranças tão vivas que dói também porque são só lembranças. Uma eternização de um momento que parecia durar pra sempre e não durou. Momentos felizes que não importavam para mais ninguém além de mim.
Parece que sinto tanto, tanto que não suporto sentir e crio um paradoxo porque linhas retas são previsíveis demais
O fim. Dizem que ele chega rápido.
Eu quero muito acreditar que não. Ser uma daquelas pessoas chatas que não aceitam os fatos por eles serem taxativos demais. Fatos que não carregam nada além do fim. Fim próximo, assim como os momentos de felicidade.
Felicidade que é clandestina demais na minha vida. Ela pode estar de mãos dadas comigo agora e eu posso nem saber. Por uma simples ironia do destino ela pode acabar e eu vou continuar na mesma.
Porque a gente vive assim. Em busca dela.
Eu queria muito não sentir porque dói muito. Uma dor insuportável.
Dilacerante. Agonizante.
O choro indeciso. O ar fatigado com tanta indiferença.

E Eu, um ser entre bilhões, sozinha.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor