Perder-se entre um verso e outro, reencontrar-se na proxima estrofe, abraçar as vírgulas, fazer desvios entre o primeiro e o último verso, olhar tudo em volta e respirar. Ouvir uma música que tem a cor dos teus abraços casa. Colorir teu cheiro. Cheirar teus sentidos. sentir teu existir aqui e agora, aqui e outrora, aqui infinitamente sem parar. Gotas de tempo, de chuva, de palavras que não são apenas parte, mas são o todo, são os sentidos traduzidos em metáforas. Porque só as metáforas para nos salvar.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor