Para a minha melhor amiga e amor da minha vida, Heloísa.

a memória atracada na palavra permanece viva, dando sempre um último suspiro do que já não existe mais. as vezes acho que penso muito no que sinto e deixo de observar a sobreposição das cores quando o Sol se movimenta em direção à outro horizonte. Os dias mais longos espreitam o correr de pernas apressada no centro da cidade. a vida acontece em cada brecha que se evapora com o tempo e que precipita no peito do anjo caído. sempre achei incrível a forma como um sorriso causa um impacto de 7 badaladas no coração estapafúrdio de um apaixonado. li um texto hoje cuja autora dizia "a gravidade é a resposta da matéria para solidão". nunca entendi muito bem física ou geografia, mas entendo as metáforas. porque assim como o amor elas me deixam em um estado de perplexidade permanente. as palavras dela me atravessaram e agora se multiplicam pelas ruas que compõem meus ácidos desoxirribonucleicos. talvez ela ainda não saiba, mas ela é a pessoa mais bonita do mundo.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor