Você. Um contexto. E uma noite.

Imperfeições em completude na linha dorsal do teu corpo formam a mais bela das marcas da vida. Tu deitada em lençóis azuis iluminana a penumbra da noite, pois és estrela quando o Sol se põe.

Há significados impressos no contexto da tua pele em sinal de inconstância. Curvatura tão simples, mas também tão complexa.

Fenômenos físicos, deslumbrados através do universo dos teus olhos em contato com o universo dos meus. Fenômenos naturais quando há o choque dos nossos corpos. Explosão de astros, talvez, inquietude de pensamento. Murmúrio solitário a repousar nos teus ouvidos.

Desejo, não só pelas curvas, mas pelas orbes das tuas galáxias, pelo mundo que há dentro de ti. Desejo não apenas carnal, mas de completude de pensamentos reversos das tuas vivências, da aprendizagem que reverbera quando a explosão já consolidada ganha ares de novo planeta.

Desejo para crescer um pouco mais que meio milímetro, afinal, somos pingos de chuva de um oceano chamado Universo. Sede de um amor líquido. Consolidação ao mero encontro de linhas paralelas.

Você. Um contexto. E uma noite.

Você, apenas.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor