Hoje eu olhei pra você e notei mais uma vez o quanto você é bonita. Pensei o quanto eu quero beijar você. Um beijo que toma a boca por completo, que descobre cada espaço, que envolve o corpo inteiro. Que faz estremecer tudo aqui dentro como um abalo sísmico dos mais fortes. Teu beijo tem gosto e cheiro de saudade. Minha língua anseia encontrar a tua. E tu me beija como se não houvesse um depois e talvez não haja mesmo. Teu beijo ultrapassa a boca, percorre o pescoço, encontrar o lóbulo da orelha. Teu beijo sussurra, desagua na minha nuca e encontra meus seios ao percorrer a curva que liga um osso que não sei o nome com outro osso que não sei o nome também. Eu quero você. Sua boca, seu corpo perto do meu, em chamas. Seu beijo faz uma bagunça prazerosa aqui dentro. Eu me aninho mais a teu corpo numa tentativa de te integrar a mim como se fosse possível dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço. Porque eu quero você, ninguém mais.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor