A lágrima desce carregando tudo aquilo que a palavra não diz.

A lágrima desce, uma atrás da outra, até formar um mar oceânico.

A lagrima desce e nesse momento não existe cura melhor do que ela mesma.

A lágrima desce e o silêncio padece entre um soluço e outro.

O quarto agora escuro reverbera o que a lágrima põe pra fora. Toda uma angústia antes mascarada pelo calor que havia outrora.

Mas não tem jeito.

Uma hora a lágrima desce. O calor desaparece. Você se desconhece e busca se reconhecer.

O coração angustiado parece ter sido apertado pela força de cada batimento.

A respiração pesada ganha foco e a lágrima continua a descer até o momento do sol voltar e iluminar o quarto escuro.

A lágrima desce. A lágrima precisa descer.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor