Ana Graziely

Ainda que existisse mais do que o sim
Nos teus lábios eu era exatidão
Ainda que de tu eu recebesse um não
Palavra nenhuma conseguiria encontrar minha solidão
Ainda que no mapa da vida tu me desencontrasse
Os mesmos pontos que formam as retas, formam as curvas
E tua imensidão encontraria minha calmaria
Como o céu…

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as vezes eu penso em guardar a poesia na concha das mãos
só pra derramar cada palavra indescritível e bonita
na composição das nossas existências
os efeitos sonoros das tuas frequências fazem um barulho bem bom aqui no coração
não sei o que aconteceu com o menino nômade
mas se eu fosse nômade
escolheria ser, apenas, com você ao meu lado

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o som do mundo
é transformado em cascata
quando o silêncio
recai sobre os corpos
e todas as batidas do coração
causam no interior do mundo
um balanço
é o silêncio que faz ouvir
ouvir o simples
sentir que a banalidade 
está inscrita no DNA

é a estrutura
que desestrutura
tudo em volta

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Ana Graziely

Ana Graziely

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor