É Natal. Como todos os dias as estrelas se multiplicam no céu. As luzes piscam incessantes. As músicas tão conhecidas adentram as casas como sussurros.

É natal, mas uma tristeza, tão comum, adentra minhas células mais uma vez.

É natal e só agora percebi a sua despresença. Daqui a algum tempo você não mais se lembrará de mim. Tudo bem. Dizem que é assim que a vida acontece: blocos e mais blocos de efemeridades.

E você foi como as folhas que dançam com o canto dos ventos. Você foi. E o seu “ir” é assustador, porque os fins sempre carregam esse ar pesado de um erro ou outro. Construímos meios tão bonitos e ainda sim, o fim é assustador.

Os dias se acumularam, meus sentimentos tão vívidos jazem em um canto escuro do meu peito. Não queria sentir. Não quero.

Mas tudo bem…

É natal.

Eu só preciso fingir que está tudo bem até o dia em que tudo fique realmente bem.

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor

em um estado de perplexidade permanente com aquilo que chamam de amor